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segunda-feira, 5 de março de 2012

O CETICISMO INTELECTUAL



Para muitos estudantes o ingresso na faculdade significa a realização de um sonho, a possibilidade de se prepararem para a capacitação profissional. Com isso, uma nova realidade se desdobra na vida deles. Para alguns deles, a entrada na universidade é a oportunidade de viver segundo a sua liberdade; e atraídos por tudo aquilo que o mundo oferece, assumem outros compromissos julgando-os mais importantes e urgentes. Quase que seguindo os mesmos passos de outros que os antecederam, muitos colocam a sua experiência de fé num segundo plano. Dessa maneira, pouco a pouco, abandonam o conhecimento transmitido pela Igreja.

Algumas pessoas alegam ter deixado de viver sua espiritualidade por falta de tempo e por dificuldade em conciliar os compromissos da faculdade com as atividades na paróquia. Outros  justificam o afastamento por algum tipo de discriminação ou má conduta de pessoas que estão à frente dos serviços pastorais. Há aqueles que dizem ter abandonado sua religião por terem vivido algum tipo de decepção com o sacerdote ou por considerarem maçante viver os compromissos eclesiais, como a participação nas missas, a vivência dos sacramentos, entre outros. Muitas das possíveis justificativas não passam de meras desculpas.

É interessante perceber que, dependendo dos nossos interesses pessoais, somos capazes de suportar dificuldades quando vislumbramos algum tipo de benefício. Sabemos, contudo, que, mesmo na faculdade, precisaremos também atender às exigências do currículo escolar. Somos obrigados a cumprir algumas disciplinas mesmo que estas não nos agradem. Apesar de tudo, não desistimos das obrigações universitárias em vista de nossos objetivos profissionais.

Mas que vantagens temos em nos aplicar também em nossa espiritualidade?

"Conhecereis a verdade e ela vos libertará"… Para aqueles que estão envolvidos num ceticismo ditado pelos “mestres do conhecimento”, o céu e a salvação eterna são tidos apenas como utopia.

Muitos acreditam em algo somente quando são convencidos por provas científicas. Outros contestam a existência de Deus quando são apresentadas muitas calamidades que assolam o planeta, como as tragédias naturais, os genocídios em muitos países, as guerras, a miséria, entre outros. O ceticismo intelectual é capaz de convencer os estudantes a ponto de considerarem irrelevante a busca da fé.

Que evidências poderiam sustentar a defesa de que há algo a mais, além de todas as coisas que vivemos neste plano natural?

As pessoas, cuja espiritualidade está fundamentada apenas nas sensações e nos bons sentimentos e experiências místicas a respeito das promessas de Deus, são facilmente seduzidas pelos argumentos descrentes de seus professores ou colegas.

Os grandes mártires foram testemunhas corajosas que levaram a cabo o princípio evangélico, conforme descrito em Mateus 22,37: “Amarás o teu Deus de todo coração, de toda sua alma e de todo seus espírito”. O testemunho desses homens nos faz perceber que professar a fé somente imbuídos de sentimentos não será algo suficientemente forte para suportarmos outras possíveis provações.
Nos dias atuais, de maneira semelhante, muitos cristãos passam por algum tipo de intolerância religiosa, seja na vida cotidiana ou no âmbito universitário, simplesmente, por professarem sua fé em Deus.

Muitas pessoas deixaram de viver a sua espiritualidade talvez por terem vivido apenas a superficialidade de uma fé exigente e comprometedora. Para que ninguém venha a sucumbir diante de outros argumentos é importante saber em quem estamos depositando nossa confiança, nosso coração, nossa alma e todo nosso espírito.

A cada um de nós cabe nos aprofundar no entendimento de que viver uma espiritualidade é responder a um chamado, o qual parte da necessidade íntima de um encontro com Aquele que se deixa revelar também nas descobertas científicas. Pois, ainda que tenhamos descoberto a sequência do código genético, quem poderia tê-lo programado?


* Isso mesmo! Quem poderia tê-lo programado???!!!

19 comentários:

  1. Manoel meu amigo, religião, futebol e política são temas complexos.
    Digo o mais importante:" Amo o meu Deus de todo meu coração, de toda minha alma e de todo meu espírito".
    Um beijo espiritual.
    Lucia

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    1. Lucia Luz, não postei com o objetivo de discutir religião e sim de nos "cutucar" a respeito de uma espiritualidade.
      Beijo espiritual.

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    2. Eu sei que não postou com esse objetivo mas você me conhece né?
      Sou querida de Jesus, filha querida de Deus Pai mas tenho uma dificuldade com que os "homens" fizeram da palavra Dele.
      O texto não fala só de espiritualidade. Fala de religiosidade. Daí é um pulo para eu querer falar... e falar...
      Então querido amigo, prefiro não desafinar e amar a Deus de todo coração, alma e espírito.E testemunhar o quanto sou filha abençoada.
      Beijinhos afinados

      Lucia

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  2. É interessante esse tema.Na faculdade, quando tantos professores introduzem o ceticismo nas nossas mentes é a hora de se achegar mais ainda a Deus.
    Me formei em história,era muito estudo sobre Marx, muito estudo sobre Nietzsche, mas também foi a época em que descobri Francisco de Assis, não como Santo dotado de poderes extraordinários, mas como uma figura histórica que mudou seu tempo e dali p frente através da forma como pôs em prática sua fé. O texto chama-se "os loucos de Deus" e até hoje gosto de pensar que Deus colocou ele diante de mim para me mostrar que a fé posta em prática, faz muito mais que as teorias vazias.bjns
    http://cadernocolorido.blogspot.com

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    1. Clê, adorei o seu comentário. Bastante completo e um ótimo testemunho. Esse texto "os loucos de Deus" é muito interessante.
      Bjns.

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  3. Quero lhe desejar uma semana abençoada!
    Obrigada pelas suas visitas no meu blog, e desculpe por as vezes eu demorar de lhe visitar... falta de tempo mesmo.
    Abraço! :)

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    1. Debbie, uma semana maravilhosa para você também. Gostei muito de ver você aqui no nosso cantinho do Óbvio. Não se preocupe. Venha quando puder.
      Abraço! :)

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  4. Aos 10 anos já não acreditava em religião, meus pais embora tenham uma, nunca me imporam isso.

    A universidade te abre uma porta que a religião esconde, a da possibilidade, é possivel ser tanta coisa, fazer tanta coisa, ler tanta coisa, conhecer tanta gente, fica difícil acreditar em muitas histórias sem comprovação.

    Há sim, uma intolerância academica quanto à religião, isso porque ela tem sido vista como forma de repressão, manipulação, conformação e alienação, o conhecimento te liberta de tudo isso e você começa a colocar o "por que" no lugar do "sim senhor", que seja cada vez mais assim :)

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    1. Froide, muito interessante o seu depoimento. Respeito a sua opinião e espero que ela sirva para somar conhecimentos aos amigos leitores.
      Grande abraço.

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  5. Eu já estive em várias religiões e hoje, sei separar muito bem religião de espiritualidade.
    As universidades que mais focam o ceticismo, acredito eu, sejam História e principalmente a Medicina. Houve um amigo da minha família que disse que, após dissecar um cadáver, ele viu como "nada não passava de matéria" e que, com o tempo, dentro da universidade de Medicina você começa a ficar cético. É como o seu parceiro comentou, começam a colocar o "por que" no lugar do "sim Senhor".
    Eu vejo como uma dos grandes exemplos de espiritualidade, o próprio São Francisco de Assis, que já foi mencionado. Ele, ao invés de rebelar-se e sair por aí detonando aquilo que acreditava, com sua temperança, humildade, conseguiu mostrar que não era preciso abrir mão de sua crença, criar outra, criar confusão sendo fiel ao que acreditava para que algumas coisas se modificassem, ou seja, lutou para mostrar o que poderia estar sendo errado sem perder suas convicções. Isto vemos no final do filme sobre a vida dele, onde o próprio Papa, curvou-se a sua fidelidade, humildade e sabedoria.
    Eu admito que não sou uma pessoa religiosa, mas já fui muito curioso e percorri em várias em poucos anos, agora estou mais sossegado.
    Não sou ateu, porém, tampouco sou fanático. Tenho meu próprio modo de lidar com a minha espiritualidade.

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    1. Christian, muito legal você comentar. Gostei da sua sinceridade e respeito a sua opinião que só acrescentou à postagem.
      Grande abraço, meu amigo.

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  6. Digo apenas que já sofri traumas imensos que me colocaram de quatro, me deixaram prostrada, me fizeram falar bobagens e desacreditar da presença de um ser superior...de Deus.
    Hoje, não consigo olhar para os céus sem pensar que somente um grande Ser, uma Luz muito forte, uma Energia demasiado boa, pode reger essa orquestra maravilhosa que é o universo.
    Não consigo pensar que não há um grande maestro por trás disso tudo.
    A Igreja não é só tijolo e cimento, é muito mais.
    E digo também que nem precisaríamos dela, basta olhar para os céus e dobrar os joelhos.
    Essa é a essência do amor, do respeito, da crença.
    Um dia conversaremos mais sobre isso. Adoro!
    Beijos amigo querido, perdoa essa sua amiga que escreve demais.
    Tchau!

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    1. Ivani, na minha opinião, tem uma fase na vida da gente que só vamos melhorando e progredindo na parte material. Tudo vai dando certo e o que sai errado é porque foi, de fato, feito errado. Tudo é racional e temos fórmulas para resolver qualquer coisa. Somos inteligentes e muito fortes. Na realidade, sem pensar, estamos nos colocando "deuses".
      De repente, do nada e sem nenhuma explicação, você é acometido por "distúrbios de comportamento" (síndrome do pânico). Você sente tonturas, sua vista embassa, seu coração dispara e você sente uma dor na alma. Ninguém consegue explicar (nem o médico) o porque disso. Então você percebe que a pessoa fica completamente impotente para tomar qualquer providência. Aquele "trator humano" ficou sem combustível. E daí???!!! Só pode consertar essa pessoa o ser superior que a "projetou e fabricou", e se a pessoa não acredita que ele existe, com certeza nunca mais terá conserto.
      Enfim...isso não é brincadeira. É uma coisa muito séria. Só experimentando é que se valoriza.
      Quem não conhece Deus no amor, certamente vai conhecê-lo (se quiser) na dor.
      Ivani, um beijo no seu coração.

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  7. Voltei.
    Muito lúcida essa sua posição diante da imensa dificuldade que é viver.
    Com poucas palavras voce conseguiu mostrar a trajetória de uma pessoa "normal" diante da vida responsável, batalhada, suada.
    Quando nos deparamos com a realidade nua e crua (e cruel) percebemos que apenas um grande Mestre é capaz de nos estender a mão e resgatar do limbo.
    Parabéns Manoel, cada vez mais admiro voce como pessoa e sinto-me honrada em poder ser sua amiga.
    Beijos, bom dia!

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    1. Ivani, amiga muito querida. Gostei bastante e fico muito agradecido por esse seu comentário. Você é um amor de pessoa.
      Beijo no seu lindo coração.

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  8. Realmente, aqueles que se perdem são como a semente lançada à beira do caminho. Lembra?

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    1. Kinha, sabe que você tem razão. Boa lembrança.
      Um abraço.

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  9. voltei para dizer que estou com problemas na internet, mas acredito que seja o meu aparelho, que é "movido à lenha".
    o seu continua com problemas, imagino, pois voce não posta à 3 dias.
    mesmo com dificuldades, usando o lep top da filha, eu fiz uma nova postagem, portanto, como sei que voce não está recebendo atualizações, vim avisar.
    Quem manda ser querido? sinto sua falta lá no samambaia.
    Beijos com carinho.

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    1. Ivani, rs...rs! Fiquei sem postar porque o meu trabalho começou a passar por cima de mim e os prazos começaram a ficar curtos. Muita correria, mas agora já entrei no ritmo de novo.
      Obrigado por sua atenção. Você é um amor.
      Vou "correndo" lá no Samambaia.
      Beijo carinhoso.
      Manoel.

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MUITO BOM VER VOCÊ POR AQUÍ !