Psicóloga
Saudade, sentimento tão falado e cantado em prosa e verso. Que vai nascendo devagarinho no coração daqueles que amam.
Sinto saudades de muitas coisas: situações e pessoas. Mas hoje, vou contar-lhes a minha vivência em relação à saudade de uma filha que saiu de casa para estudar.
Neste momento, passam-se “flashs” de situações que vivemos juntas: a gravidez tranqüila, o nascimento – dor que explode em alegria - , a ansiedade da mãe desajeitada dos primeiros meses, os primeiros passos, as crises de bronquite, o primeiro dia no maternal, o nascimento da irmã, as mudanças de casa e de cidade, as brigas com a irmã, seu carinho com os pais e avós, a 1ª menstruação, as “festas” com os amigos, o primeiro namorado, a orientação vocacional, os vestibulares, a espera do resultado, o enfim... “passei”, a “arrumação” das coisas, o dia da partida,....
Como bons pais fomos levá-la, deixamos milhares de recomendações e etc. Já ao entrar no carro para voltar para casa, olhei para trás e cadê ela? Pensei: tudo bem é só por um tempo. A viagem foi calada. Creio que seu pai assim como eu, veio rezando para Deus não desamparar-nos neste momento, para protegê-la e todas aquelas orações que pais que amam sabem fazer.
Cheguei em casa e o mesmo ritmo de vida continuou, isto é, uma “correria”. Mas, em alguns momentos, passando por seu quarto, vendo uma peça de roupa sua, à mesa para o almoço, encontrando com suas colegas, a lembrança vinha tão forte que parecia como um soco no estômago, aí eu pensava: como ela está? Será que comeu? Está dormindo bem? Não ficou doente? E a rinite alérgica? Está gostando do curso, da casa, das colegas? Nas conversas pelo telefone tudo era respondido, mas dentro de mim ficava uma tristeza tão grande depois que desligava o telefone; então compreendi que era saudades e que precisava diferenciar as preocupações da saudade. A preocupação sempre existiu e sempre vai existir e só alivia quando se tem confiança em Deus.
Mas, a saudade deixa um buraco no coração, é como se algo faltasse e nada nem ninguém diferente dessa pessoa pode preencher. O lugar dela está ali e é só ela quem cabe naquele espaço.
Compreender isso me ajudou a lidar com a saudade, pois entendi que quem ama sofre e sofre muito mais de saudades. Mas o amor é maior que tudo, maior que a dor da separação a até maior que a morte. Então, se sofro por amor, este próprio amor preenche o espaço deixado pela falta.
Muitas vezes me questiono: “porque deixei que ela fosse?” e penso que esta era a decisão certa, não poderia prender aquela que criei para ser livre, para realizar a missão à ela destina, para ser aquilo que deve ser.
Já se passaram mais de 2 anos. Faço um “balanço”: sou mais mãe, ela é mais filha, estamos mais maduras, aprendemos uma com a outra e Deus está realizando uma oração que faço todos os dias para minhas filhas: “que elas sejam felizes!”Saudade, sentimento tão falado e cantado em prosa e verso. Que vai nascendo devagarinho no coração daqueles que amam.
Sinto saudades de muitas coisas: situações e pessoas. Mas hoje, vou contar-lhes a minha vivência em relação à saudade de uma filha que saiu de casa para estudar.
Neste momento, passam-se “flashs” de situações que vivemos juntas: a gravidez tranqüila, o nascimento – dor que explode em alegria - , a ansiedade da mãe desajeitada dos primeiros meses, os primeiros passos, as crises de bronquite, o primeiro dia no maternal, o nascimento da irmã, as mudanças de casa e de cidade, as brigas com a irmã, seu carinho com os pais e avós, a 1ª menstruação, as “festas” com os amigos, o primeiro namorado, a orientação vocacional, os vestibulares, a espera do resultado, o enfim... “passei”, a “arrumação” das coisas, o dia da partida,....
Como bons pais fomos levá-la, deixamos milhares de recomendações e etc. Já ao entrar no carro para voltar para casa, olhei para trás e cadê ela? Pensei: tudo bem é só por um tempo. A viagem foi calada. Creio que seu pai assim como eu, veio rezando para Deus não desamparar-nos neste momento, para protegê-la e todas aquelas orações que pais que amam sabem fazer.
Cheguei em casa e o mesmo ritmo de vida continuou, isto é, uma “correria”. Mas, em alguns momentos, passando por seu quarto, vendo uma peça de roupa sua, à mesa para o almoço, encontrando com suas colegas, a lembrança vinha tão forte que parecia como um soco no estômago, aí eu pensava: como ela está? Será que comeu? Está dormindo bem? Não ficou doente? E a rinite alérgica? Está gostando do curso, da casa, das colegas? Nas conversas pelo telefone tudo era respondido, mas dentro de mim ficava uma tristeza tão grande depois que desligava o telefone; então compreendi que era saudades e que precisava diferenciar as preocupações da saudade. A preocupação sempre existiu e sempre vai existir e só alivia quando se tem confiança em Deus.
Mas, a saudade deixa um buraco no coração, é como se algo faltasse e nada nem ninguém diferente dessa pessoa pode preencher. O lugar dela está ali e é só ela quem cabe naquele espaço.
Compreender isso me ajudou a lidar com a saudade, pois entendi que quem ama sofre e sofre muito mais de saudades. Mas o amor é maior que tudo, maior que a dor da separação a até maior que a morte. Então, se sofro por amor, este próprio amor preenche o espaço deixado pela falta.
Muitas vezes me questiono: “porque deixei que ela fosse?” e penso que esta era a decisão certa, não poderia prender aquela que criei para ser livre, para realizar a missão à ela destina, para ser aquilo que deve ser.
Já se passaram mais de 2 anos. Faço um “balanço”: sou mais mãe, ela é mais filha, estamos mais maduras, aprendemos uma com a outra e Deus está realizando uma oração que faço todos os dias para minhas filhas: “que elas sejam felizes!”
* Como ter uma saudade saudável???

Oi Manoel querido, antes de falar sobre saudade uma pergunta:
ResponderExcluirvocê notou que sua postagem saiu duplicada? Dá uma olhadinha...
Bom, falando em saudades, acredito que sou um tanto especialista no assunto.
Quem conheçe meu blog, já deve ter percebido que carrego comigo esse sentimento.
Não é bem sofrimento...é uma maneira de não deixar morrer as lembranças.
Sentir saudade deixa você frente a frente com o que foi bom, deu alegria, trouxe prazer.
Nunca ouvi alguém dizer que sente saudade de dor de dente, ou de barriga.
Saudade a gente sente de um sorriso, um olhar maroto, uma palavra engraçada, um beijo gostoso, um abraço quentinho.
Por isso eu gosto dessa palavra e a uso sempre nos meus textos.
Penso que só não sente saudade quem não viveu, ficou sentado á beira da vida, só olhando.
Saudade é saudável sim, quando não traz depressão. É a unica maneira de ser feliz de novo.
Beijos meu amigo, que seu domingo seja ótimo.
Ivani, muito obrigado. Já está resolvido. Você é um anjo de pessoa.
ExcluirA sua postagem é o exemplo de como sentir saudades. Até acho que com uma frase você resumiu e orientou muito:
"Nunca ouvi alguém dizer que sente saudade de dor de dente, ou de barriga".
É engraçado mas é verdade. Como disse, sentir saudades é a única maneira de ser feliz de novo.
Gostei muito da sua postagem.
Beijo muito carinhoso no seu coração.
Manoel.
Posso falar de outro tipo de saudade, a de filha ausente (rss). Fui a primeira a deixar a casa de meus pais e, lendo sua postagem, revivi o sentimento que, bem sei, eles abraçaram. Mas essa saudade de quem sabemos estar bem, com quem mantemos contato, não é triste, salvo se impedir que as pessoas continuem, naturalmente, suas vidas. E é interessante, porque a distância não afasta pais e filhos. Cria vínculos enormes, diferenciados... e até maior intimidade.
ResponderExcluirBjs.
Saudade é fogo! E tenho filho morando fora.SEI BEM DELA!!! Lindo texto, ainda duplicado,rssr abração,chica
ResponderExcluirSaudade é um sentimento que sei muito bem descrever...
ResponderExcluirSaudade é um sentimento que aperta o peito e a nostalgia toma conta do ser..Dói bastante, um beijo amigo com bastante saudades
Manoel querido, creio que entendendo que filhos não são nossos.
ResponderExcluirTer saudade é natural.
Mas a vida deles tem de seguir e independente da nossa.
Beijinhos
Lucia
esse texto fala direto ao meu coracao. daqui a poucos anos a minha filhota vai sair de casa, vai deixar o ninho, vai me deixar sozinha. e ela parece estar preparada - mas eu NAO ESTOU!!!
ResponderExcluirHá tempo de tudo, tempo de ser criança e não querer sair perto da gente, e outros tempos, que ficar longe da gente faz parte do crescimento.A saudade dói, acho que nenhuma mãe é preparada para ver seu filho longe, mas faz parte. Eles já nascem, com previsão de serem nossos apenas por um tempo, depois, a vida é que se encarregam deles. Belo post,deu um apertinho no coração ao lê-lo, mas faz parte.
ResponderExcluirUma bela semana recheada de coisas boas e bons momentos.
Beijos
Sheyla.