by Martha Medeiros
Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.
* Estamos morrendo lentamente???!!!
Ha muitos que estao morrendo lentamente com tantas maneiras para ser feliz!
ResponderExcluirBravo Manoel!Adorei o post!
Beijos meus!
Lu, é um desperdício, não é?
ExcluirBeijo com carinho.
Adoro este texto. Creio de é de Pablo Neruda, não é?
ResponderExcluirBjs
Teresa, obrigado por ter gostado, por sua presença e comentário aqui no nosso cantinho do Óbvio.
ExcluirPostei esse texto como sendo da Martha Medeiros.
Bjs.
Olá!!!
ResponderExcluirFiquei muito feliz com sua visita no "meu cantinho na roça" , e como boa mineira vim logo retribuir... cheguei em um lindo momento, com este texto de Martha Medeiros, de quem sou admiradora... estarei sempre por aqui, acrdite! para isso vou tornar-me seguidora...um grande abraço, e muito prazer em te conhecer.
Tina (MEU CANTINHO NA ROÇA)
Tina, o seu Cantinho na Roça é de dar água na boca. Muito bom gosto você tem. Ficarei muito feliz por tê-la sempre por aqui. Prazer imenso em conhecê-la.
ExcluirGrande abraço.
Manoel,adorei saber sobre o "morrer lentamente", é bem verdade !
ResponderExcluirGrata pela visita e por deixar palavras tão bonitas lá no blog, obrigada.
Já virei sua seguidora também e não vou deixar de aparecer mais.
Um grande abraço bem especial
Sheyla.
SHEYLA, rs...rs. Morrer lentamente é bom porque ninguém tem pressa de morrer, não é?
ExcluirGostei muito do seu blog e fiquei muito satisfeito por vê-la aqui. Apareça sempre que puder.
Um abração.
Olha meu amigo, não morro mesmo.
ResponderExcluirSou intensa e mando brasa em busca da felicidade.
Acho que o amigo já percebeu isso né?
Obrigada querido.
Beijinhos de luz
Lucia
Lucia Luz, não tenho a menor dúvida sobre isso.
ExcluirBeijos eternos.
Morre-se no cotidiano quando não cuidamos de colori-lo.
ResponderExcluirUm grande bj querido amigo
Gisa, perfeitamente! A motivação é essencial.
ExcluirBeijo com carinho.
Olá Manoel!
ResponderExcluirO que é morrer?
Eu vejo a morte de várias maneiras.
Se morre quando o amor deixa o coração da gente.
Se morre quando o melhor amigo te trai.
Se morre quando o mundo está em guerra.
Se morre quando alguém da família não está bem.
Se morre quando seus projetos não dão certo.
Todos os dias a morte é anunciada.
Mas a vida ainda nos é possível.
Grande abraço
se cuida
Maristela, grande tirada a sua. Gostei muito. A vida ainda nos é possível. Isso é tudo de bom.
ExcluirBeijo no coração.
Bom dia!!!
ResponderExcluirPosso garantir que com a intensidade de vida vinda da minha pequena Sofia, estamos tratando de viver lentamente podermos aproveitar bastante as fofurices que ela apronta!
Lindo texto...
abraço
Ana Claudia, isso mesmo. Curtam o máximo que puderem essa graça de menina,
ExcluirGrande abraço.
Adorei ver o selinho e o link do blog por aqui!!
ResponderExcluirObrigada mesmo por tanto carinho Manoel...seus comentário e visitinhas por lá são muito bem vindos!
abração
Ana Claudia, muito grande foi o seu carinho ao oferecer o selinho. Fiquei muito feliz.
ExcluirUm abraço forte.
Este texto dialoga com o "A gente se acostuma", com outro que falava sobre reclamar o tempo todo, não me lembro o título, e só de lê-los ficamos mais atentos, mais "ligados"para não desperdiçarmos momentos tão preciosos. Não é tão simples, por vezes caímos em armadilhas, mas refletindo aqui, trocando opiniões, vamos melhorando sempre!
ResponderExcluirFiquei na roça até tarde ontem!
Beijo
Ana Paula, sabe que você tem razão? Acho bacana a sua capacidade de armazenar as sequências e formar a sua opinião. O mais importante é que ainda dá as dicas para amadurecermos nossas idéias sobre o assunto. Muito legal.
ExcluirEu também esmiucei a roça. A Tina até veio visitar o meu blog. Adorei aqueles ninhos de passarinhos que ela providencia nas caçambas. Dá vontade de parar tudo e mudar a vida usando o mesmo roteiro da vida da Tina, rs...rs.
Beijo.
Oi Manoel, obrigada pela visita e pelo comentario tao bem humorado la no blog.
ResponderExcluirMorrer e' deixar de viver? SEra'?
Que texto bom e que nos faz pensar sobre tanta coisa, sob diferentes aspectos.
Tenho medo da morte, mas nao quero ser uma morta viva.
Abracos e otima semana para voce.
Gra
Gra, eu é que agradeço sua importante visita aqui no nosso cantinho do Óbvio. Gostei da sua opinião. Me fez pensar que também tenho medo, todavia tenho mais medo de me tornar um morto vivo, rs...rs.
ExcluirUma semana maravilhosa para você também.
Grande abraço.
Olá Manoel, bom dia!
ResponderExcluirpara mim morre lentamente quem não lê um bom livro, não assiste um filme lindo, não conversa com pessoas agradáveis e positivas.
Morre lentamente quem não se diverte com as crianças em um parque e conta historias para que elas se acalmem.
Morre lentamente quem fica sentado em um canto da sala escutando a conversa dos felizes e julgando-se esquecida.
Precisa participar, fazer-se últil. Tem que merecer a atenção dos mais jovens, tem que ser requisitado e chamado para uma roda de papos alegres e descontraidos.
Muitos jovens estão morrendo lentamente, perdidos no alcool e nas drogas, e cabe a nós, os mais velhos, resgata-los da melhor maneira possivel ao convivo com a familia, os primos, os amigos "legais".
Cabe à Igreja não deixar morrer lentamente de tédio, de assuntos mofados, de posições retrógradas.
à Igreja cabe a responsabilidade de conquistar nossos jovens e faze-los sentirem-se orgulhosos de amar a Deus e ser feliz ao mesmo tempo.
É tão fácil ser feliz, não é mesmo? Precisa querer.
Mas os jovens não têm essa visão, e cabe a nós não deixa-los morrer lentamente. Sei que o proposito de Martha Medeiros foi outro ao escrever esse lindo texto, mas aproveitei para colocar aqui meu ponto de vista.
Escrevo DEMAIS né? fico até com vergonha.
Beijos meu querido amigo e perdoa essa louca que não resiste a um teclado rsrsrs.
Ivani, muito importante isso. Tem que participar, interagir, ajudar,..., e até falar umas bobagens para alegrar o pessoal.
ExcluirQuanto aos jovens, você falou com muita propriedade. Tem horas que por mais que façamos, parece que as coisas não andam. O mal quase chega a vencer o bem. É desgastante manter um relacionamento equilibrado com os jovens. Se você endurece muito, eles reagem e vira uma guerra. Se amolece, ficam se apoiando no seu colo e não mexem uma palha para saírem do marasmo. Ainda bem que existe o meio termo para equilibrar. Esse é mais difícil, todavia mais eficiente. Seria, no português claro, um tratamento de diálogo revezando "tapas e beijos", rs...rs.
Não fique com vergonha não. Já disse para você que adoro os seus comentários. Principalmente quando você escreve BASTANTE.
Beijo carinhoso no coração.
Bom dia, Manoel
ResponderExcluirEste texto é lindo, motivador e verdadeiro. Gosto muito!
Um beijo
Michele, obrigado pelo seu carinho no comentário. Você é um amor de pessoa.
ExcluirBeijo.
Manoel
ResponderExcluirEste poema é lindo, tocante e verdadeiro.
Gosto muito.
Um abraço
Michele, fico muito feliz por ter gostado. Também gosto muito da sua presença por aqui.
ExcluirBeijo.
Ah querido, nao morro nao. Grito, esbravejo, sapateio e reescrevo o meu roteiro. E quando nao houver mais jeito e eu tiver mesmo que morrer, saibam que fui muito a contra gosto!
ResponderExcluirInaie, rs...rs. Não consigo imaginá-la se entregando para a morte. A impressão que me dá é que você é "imorrível".
ExcluirGrande abraço.
Viver reclamando sem fazer nada para mudar os rumos da vida significa morrer aos poucos. O mesmo acontece quando abandonamos projetos que nos inspiravam, quando aceitamos tudo e nos amargamos pela falta de coragem de nos manifestarmos, quando deixamos de ver o belo e nos agarramos às sombras do passado. Viver significa abrir mão do que não nos faz feliz e embrenhar em novos caminhos, ainda que temerosos e inseguros.
ResponderExcluirBjs.
MARILENE, não fazer nada não é bom, porém é menos ruim porque não atrapalha ninguém. Agora, não fazer nada e ainda criticar quem faz e reclamar do que foi feito é morte lenta mesmo. Pena que seja lenta, não é? rs...rs.
ExcluirBjs.
Manoel, a mulherada gostou do texto. Morrer todos os dias um pouquinho não dá. Eu não tenho pressa de morrer, mas quando a hora chegar, que seja rápida, assim como desejamos que seja um parto.
ResponderExcluirRenata, rs...rs. Surpreendentemente gostou! Eu penso tal qual você. Não tenho pressa nenhuma, todavia chegada a hora, que seja mais rápida que um parto (segundo discussões "paralelas", muita gente acha que é um parto para outra dimensão...).
ExcluirAbraços.
Manoel.