by Pe. Adriano Zandoná
É interessante perceber como, atualmente, a maioria das pessoas tem uma grande dificuldade para lidar com as consequências de suas escolhas. Sim, vivemos uma concreta crise no senso de responsabilidade, em que muito se escolhe e pouco se quer arcar com as consequências do que se escolhe.
É notória a necessidade manifestada por muitos de, consciente ou inconscientemente, sempre procurar culpados para justificar os próprios sofrimentos, não aceitando que estes, muitas vezes, são diretas consequências das más escolhas que nós fizemos em nossa trajetória pela vida.
É muito mais fácil culpar a alguém por nossos infortúnios – principalmente a Deus –, contudo, ancorado em tal prática o coração nunca poderá verdadeiramente crescer, pois ficará encarcerado em um imaturo – e infantil – sistema de autodefesa e justificação, que retirará do ser toda a responsabilidade pelas escolhas realizadas, fazendo-o descarregar sobre os outros as suas consequências.
Precisamos, mais do que nunca, aprender a arcar com as consequências de nossas escolhas, sabendo que somos os reais protagonistas de nossa existência e que esta só poderá acontecer com qualidade, se por ela (qualidade) decidirmos em cada fragmento que compõe o nosso todo.
Faz-se real em nosso tempo a necessidade de fortalecer a própria vontade. Sim, de resgatar a capacidade de escolher com clareza, tendo diante de si a consciência concreta das consequências do que se escolhe. Nossa vontade precisa ser forte, pois só assim ela poderá acontecer com liberdade e segurança, sem ser condicionada por vícios e más paixões que a deixem opaca e fragmentada.
A maturidade só poderá fazer-se presença na história de quem tiver honestidade o bastante para lidar com as reais consequências do que escolheu, pois, ao contrário, a infantilidade será uma contínua companheira que fará o olhar – sempre e em tudo – contemplar a vida sob uma ótica imprecisa e autopiedosa.
Diante disso, acredito que os pais precisam permitir aos filhos enfrentarem todos os sofrimentos causados por suas más escolhas, pois, se os ausentarem disso, eles nunca conseguirão crescer e acabarão aprisionados a uma intensa imaturidade: mimados e sem uma reta consciência das consequências daquilo que na vida eles realizaram o ofício de escolher.
Sentir o peso das próprias escolhas é profundamente pedagógico e formativo para toda e qualquer pessoa, é experiência que nos faz mais autônomos e livres, para assim podermos nos construir com responsabilidade e consciência, como autênticos seres humanos.
É extremamente necessária esta compreensão: Muito em nossa história dependerá de Deus e dos outros, contudo, muito também depende somente de nós e das escolhas que fizermos e, culpar os outros pelo que em nossa vida não é tão bom não eliminará definitivamente as dores e problemas que configuram nossos dias.
Enfrentemos nossa história e suas consequências sem medo, e, aprendamos com os erros passados a verdadeiramente construir as vitórias e realizações que o futuro reserva para cada um de nós.
* A gente colhe o que semeou, não é verdade???!!!
É notória a necessidade manifestada por muitos de, consciente ou inconscientemente, sempre procurar culpados para justificar os próprios sofrimentos, não aceitando que estes, muitas vezes, são diretas consequências das más escolhas que nós fizemos em nossa trajetória pela vida.
É muito mais fácil culpar a alguém por nossos infortúnios – principalmente a Deus –, contudo, ancorado em tal prática o coração nunca poderá verdadeiramente crescer, pois ficará encarcerado em um imaturo – e infantil – sistema de autodefesa e justificação, que retirará do ser toda a responsabilidade pelas escolhas realizadas, fazendo-o descarregar sobre os outros as suas consequências.
Precisamos, mais do que nunca, aprender a arcar com as consequências de nossas escolhas, sabendo que somos os reais protagonistas de nossa existência e que esta só poderá acontecer com qualidade, se por ela (qualidade) decidirmos em cada fragmento que compõe o nosso todo.
Faz-se real em nosso tempo a necessidade de fortalecer a própria vontade. Sim, de resgatar a capacidade de escolher com clareza, tendo diante de si a consciência concreta das consequências do que se escolhe. Nossa vontade precisa ser forte, pois só assim ela poderá acontecer com liberdade e segurança, sem ser condicionada por vícios e más paixões que a deixem opaca e fragmentada.
A maturidade só poderá fazer-se presença na história de quem tiver honestidade o bastante para lidar com as reais consequências do que escolheu, pois, ao contrário, a infantilidade será uma contínua companheira que fará o olhar – sempre e em tudo – contemplar a vida sob uma ótica imprecisa e autopiedosa.
Diante disso, acredito que os pais precisam permitir aos filhos enfrentarem todos os sofrimentos causados por suas más escolhas, pois, se os ausentarem disso, eles nunca conseguirão crescer e acabarão aprisionados a uma intensa imaturidade: mimados e sem uma reta consciência das consequências daquilo que na vida eles realizaram o ofício de escolher.
Sentir o peso das próprias escolhas é profundamente pedagógico e formativo para toda e qualquer pessoa, é experiência que nos faz mais autônomos e livres, para assim podermos nos construir com responsabilidade e consciência, como autênticos seres humanos.
É extremamente necessária esta compreensão: Muito em nossa história dependerá de Deus e dos outros, contudo, muito também depende somente de nós e das escolhas que fizermos e, culpar os outros pelo que em nossa vida não é tão bom não eliminará definitivamente as dores e problemas que configuram nossos dias.
Enfrentemos nossa história e suas consequências sem medo, e, aprendamos com os erros passados a verdadeiramente construir as vitórias e realizações que o futuro reserva para cada um de nós.
* A gente colhe o que semeou, não é verdade???!!!

Engraçado, Manoel. Sou muito criticada por pensar demais nas consequências de cada ato meu. Muitas pessoas acabam me dizendo que a inconsequência traz uma felicidade maior. Eu discordo. Acredito que seja uma felicidade momentânea. E como prefiro as coisas duradouras, prefiro pensar em cada ato que irei praticar. Porque, sim, cada um colhe aquilo que planta.
ResponderExcluir*Um feliz ano novo, caro amigo! Que Jesus esteja ao seu lado, durante todos os dias! Felicidades!
Lud, minha querida amiga com nome de flor. Deixa o pessoal criticar. O importante é que quem arca com as consequências de uma escolha errada é você e não eles. Então, continue assim. Pense e cuide-se.
ResponderExcluirUm ano novo maravilhoso para você e todos os seus
Beijo com muito carinho.
Concordo que cada um deve arcar com as consequências de sua escolha. É a base sólida do crescimento humano em todos os sentidos. Somos hoje o reflexo do que fizemos ou deixamos de fazer ontem, devemos sempre apreender mais com os acertos e erros. Bjs
ResponderExcluirMárcia, é verdade. Devemos sempre aprender mais com os acertos e erros.
ResponderExcluirBjs.
Com ctz!
ResponderExcluir“Para plantar há escolhas. Para colher, apenas o que plantamos. "
Sobre seu coment lá no blog, que enxerguemos sempre + e melhor:
"Se poder olhar, vê. Se poder ver, repara."
Tina, adorei o seu comentário. Simples e objetivo. É isso mesmo que ocorre.
ResponderExcluirNão entendi o que você escreveu sobre o meu comment. Em qual das suas postagens?
Se puder me esclareça, por favor.
A esse:
ResponderExcluirTina, muito legal essa sua idéia das postagens.
Gostei muito dessa postagem. Dá uma "cutucada" na gente para que voltemos a ENXERGAR a vida como ela deve ser.
Beijos.
Manoel.
Manoel
ResponderExcluirCada escolha vem com um pacote de prós e contras. O mais sensato é mesmo colocar numa balança e ver para que lado pende.
Muitas vezes há perdas para se ter ganhos maiores depois.
Grande beijo
Lucia
Perfeitamente meu amigo Manoel!
ResponderExcluirA semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória.
Beijoooos
Manoel, bom dia!
ResponderExcluirO plantio é voluntário, a colheita é obrigatória. Não devemos culpar ninguém, muito menos a DEUS. Artigo que nos faz refletir, como todas suas escolhas. Um ótimo dia!
Isso é mesmo uma grande verdade. Esse texto mostra a importância da honestidade, da integridade, logo na infância.
ResponderExcluirÉ tão dificil, não é mesmo? A tendência dos pais é mesmo proteger, resolver para os filhos para que eles não sofram. E eis aí um grande problema sendo criado.
Procuro orientar minhas filhas e nora quanto aos meus netos. Digo-lhes para exigirem que as crianças assumam seus atos errados, e consertem as "cagadas" que fizerem, porque senão mais tarde eles sofrerão, e muito.
Não fui muito exigente com meus filhos, confesso, e hoje percebo que eles sofrem com a dificuldade de assumirem seus erros, ou de tomarem uma decisão importante.
São pessoas adoráveis e íntegras, mas sofrem.
Não quero isso para os netos, quero que sejam adultos dignos e fortes.
Nessa selva em que vivemos, meu amigo, quem demonstrar fraquesa, perde.
Nossa, escrevi demais, mas é um assunto que dá uma longa "proza", não é?
Beijos Manoel, tenha um lindo dia.
Fantástico Manoel!.. De fato o caminho mais fácil e talvez até para que não tenhamos o peso da responsabilidade nas costas, seja mesmo de culpar terceiros .. o que de forma alguma irá nos livrar de nossa responsabilidade.. e muito irônico isso.. pois se tudo corre bem.. e dá certo.. aí sim.. trazemos para nós os louvores :)
ResponderExcluirBeijão imenso em seu coração Manoel!
Verinha
Na postagem: Dividindo leituras, do Pequeno príncipe, em que vc comentou:
ResponderExcluir"...Gostei muito dessa postagem. Dá uma "cutucada" na gente para que voltemos a ENXERGAR a vida como ela deve ser..."
A partir do enxergar eu propus a reflexão de Saramago: "Se poder olhar, vê. Se poder ver, repara."
Para enxergarmos td além do que deve ou pode ser.
Foi isso!
Tina, obrigado pela sua atenção. Já entendí e gostei da sua criatividade usando Saramago.
ResponderExcluirBjs.
Lucia Luz, com certeza. Tudo deve ser devidamente pesado e bem pensado. Consequências sempre tem, não é?
ResponderExcluirBeijo carinhoso.
Samantha, achei muito legal a sua opinião. Digna de reflexão profunda.
ResponderExcluirBeijos.
Ivana, como comentei a opinião da Samantha, repito na sua. Muito legal a sua conclusão. è isso mesmo e é muito importante.
ResponderExcluirUm abração carinhoso no coração.
Ivani, adorei o seu comentário. Foi bem direcionado para a prática mesmo. Você tem toda a razão e já comprovou com a experiência dos seus filhos. Muito bacana.
ResponderExcluirAdoro quando você escreve bastante. É muito gostoso ler o que você escreve.
Beijo carinhoso no coração.
*Verinha*, é muito fácil colocar a "carga" nas costas dos outros, não é? Infelizmente a primeira defesa das pessoas é procurar um culpado. Nem que seja o "governo", rs...rs.
ResponderExcluirVerinha, você é um amor de pessoa.
Beijo com muito carinho.