by Artur da Távola
Ah, como somos comedidos!
Acomodamo-nos, vãos,
nos limites do concebido.
Somos bem educados, cultos,
e ruge tanta fome
nos apetites fora do concedido.
Ah, como somos sob medida!
sub metidos, hirtos, bem vestidos,
robôs impecáveis, ilusão de vida.
Ah, somos como os subvertidos,
introvertida soma de extrovertidos
por pompa, tinta, arroto ou brilhantina.
Filhos do instante, do entanto e do porém,
somos através, como os vidros,
mas opacos e pervertidos, sempre aquém.
Traçamos sinas e abstrações,
terçamos ódio finos, dissuadidos,
lãs de olvido e alucinações.
Sovamos os sidos, os vividos,
somos eiva, disfarce, diluição.
Somos somas a subtrações.
* Somos tudo isso???!!!

Eu adoro esse poema do Da Távora! Somos exatamente isso:"somas e subtrações..."
ResponderExcluirMaravilhosa postagem, Manoel!
Beijokas doces e um bom domingo pra você.
Marly, amiga querida. Que bom que você gostou.
ResponderExcluirUm maravilhoso domingo para você.
Beijokas com doce carinho.
Respondo com a pergunta feita: Somos tudo isso? Então a foto fica melhor:))) Um abraço, Yayá.
ResponderExcluirO poema, além de uma escrita impecável, aborda muitos aspectos do ser. Mas creio que o ato de contrição foi muito rigoroso (rss). Podemos ser filhos do instante, mas não vejo os homens como ilusão de vida. Não todos.
ResponderExcluirBjs.
Lindo. "Somos sob medidas", cada um possuí a medida certa de todas as coisas, basta saber usá-las. Bjs
ResponderExcluirsomos tudo isso e mais um montao de outras coisas! Somos um universo inteiro...
ResponderExcluirGraça e paz Manoel...
ResponderExcluirConheci o seu blog... gostei e fiquei por aqui! Bom seria que todos nós tivéssemos um instinto reflexivo constante e critico de si mesmo.
Abraços fraternos
Missionária Cleusa Klein
Olá, boa tarde de domingo.
ResponderExcluirSomos muito, mas as vezes, ou muitas vezes, não sabemos lidar com nossa capacidade e poder. Adoro Artur da Tavola, ele é D+.
Em tempo: Feliz Ano Novo, tudo de bom pra vc, familia e amigos.
Bjo
Manoel
ResponderExcluirConcordo com a Marilene. Artur foi rigoroso nesse texto. E olha que sou fã...
Temos tudo isso dentro de nós, mas não somos isso.
Somos aquilo que alimentamos dentro de nós.
Boa semana, ótimo domingo.
beijinho
Lucia
Yayá, muito legal a sua filosofada. Concordo!
ResponderExcluirAbração.
MARILENE, acho que o Artur da Távola estava vivendo uma "crise de culpa" quando fez esse poema. De fato ele caprichou no rigor.
ResponderExcluirBeijos.
Márcia Melo, verdade mesmo. Tudo dentro de um certo equilíbrio.
ResponderExcluirBeijos.
Inaie, adoro o seu comentário porque ele esbanja sentimentos. Você sempre "explode" talento em suas postagens.
ResponderExcluirSonia, um maravilhoso ano novo para você e todos os seus também.
ResponderExcluirÉ verdade. Muitas vezes não sabemos direcionar nossas capacidades e poderes.
Beijo com carinho.
Lucia Luz, foi muito importante essa separação que você fez. Não tinha pensado nisso. É verdade.
ResponderExcluirBeijo no coração.
Cleusa Klein, fico muito feliz por sua presença e comentário aqui no nosso cantinho do Óbvio. Muito interessante a sua opinião. Concordo com você.
ResponderExcluirUm grande abraço.